VEJA A PROGRAMAÇÃO DA 3ª JORNADA DE PSICOLOGIA E PSICANÁLISE

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Temos a imensa satisfação em anunciar a 3ª Jornada de Psicologia e Psicanálise de Natal organizada pelo Percurso Livre em Psicanálise, que tem como tema deste ano “NOVOS LIMITES DA PSICOPATOLOGIA: entre o
excesso e o vazio”.


André Green, psiquiatra e psicanalista, em seu “Relatório de Londres”
(1975) apontava um mal-estar na psicanálise. Este ícone da psicanálise francesa que é um importante e profícuo instigador para reflexões que vêm surgindo em nosso tempo quanto ao fazer e ao saber clínico – assinalava, no texto, a presença de um novo problema psicopatológico para o campo das relações analíticas, na atividade da clínica.

Segundo Green, os “casos difíceis” – apontados inicialmente por Sandor
Ferenczi – começavam a adentrar com mais evidência nos debates e trabalhos dos psicanalistas daquele momento – porém também já de outrora – desafiados em sua técnica, no manejo da relação analítica, quanto ao enquadre clínico e até na teoria, por situações pautadas em novos limites da situação da analisiblidade.

Os denominados “casos difíceis”, “casos-limite”, “borderline”, “pacientes
limítrofes”, entre outras terminologias, extensamente evocadas no texto do
“Relatório” de Green, começam a ser uma importante fonte de questões para a construção do conhecimento sobre a prática clínica naquele momento histórico. E André Green é um dos autores que decide pautar uma obra teórica e clínica para investigar, mais profundamente, tal universo psicopatológico, que trazia em seu espectro de manifestações, uma gama de elementos, que inseriam diversos quadros de manifestações psicopatológicas variadas, porém, ainda sim, com alguns símiles.
Assim, pode-se aqui mensurar que ante essa diversidade de elementos,
matizes de novos limites começaram a se elucidar, e que se tonificaram a partir de estruturações que traziam marcas originárias de sofrimento e que ecoavam enquanto experiências, excessos e vazio.

Ante bases frágeis de estruturação do sofrimento, marcadas por
excessivos desamparos, feridas narcísicas violentas e de desintegração,
falências do aparelho do pensar e do sentir, depressões de radical
desinvestimento, estas diversas problemáticas pareciam ganhar alguma
ancoragem nestes limites da estruturação psíquica, entre excessos e
esvaziamentos. Frente a tais dimensões do sofrimento, vê-se André Green trazer admiráveis elucidações e soluções, que nos permitem um importante e possível “pensar a clínica”, para lidar com tais quadros psicopatológicos, que trazem o impossível, o inaudível, o limite do irrepresentável, à escuta contemporânea.

É possível apontar que, atualmente, a atividade das clínicas Psi’s –
Psiquiatria, Psicologia e Psicanálise – está atravessada por uma grande
presença de quadros psicopatológicos nos quais estas nuances, matizadas pelo excesso e pelo vazio, são indiscutíveis. PARA CONTINUAR LENDO A CHAMADA GERAL, E SE INSCREVER CLIQUE AQUI

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